quinta-feira, 9 de abril de 2015

Deficiência motora – uma nova atitude


O conhecido símbolo internacional de acessibilidade criado em 1969 foi recentemente alvo de uma remodelação que traduz e dá visibilidade a uma nova atitude face ao papel do deficiente motor na sociedade.
A iniciativa, que partiu de um grupo de norte-americanos denominado Accessible Icon Project, propõe um novo ícone, no qual – em contraste com a tradicional personagem estática, inicialmente sem a cabeça, só mais tarde acrescentada – o deficiente é representado numa cadeira de rodas em movimento, inclinado para a frente, posicionando-se face ao mundo, ativamente e de forma independente.
A alteração, já oficial na cidade de Nova Iorque, no começo assumiu-se como uma “arte de guerrilha”, colando selos com esta nova imagem nas placas oficiais de sinalização em Boston e um pouco por toda a América, até o Secretário Municipal das Pessoas com Deficiência de Nova Iorque se associar a esta causa, adotando-a em substituição da antiga sinalética.
 

Sérgio Niza: Doutoramento Honoris Causa


O Dr. Sérgio Niza, eminente pedagogo e membro do Conselho Nacional de Educação – que nos deu a honra de integrar a Comissão Científica da OMNIA – vai receber o título de Doutor Honoris Causa por proposta do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa.
Com esta merecida distinção, reservada a personalidades que se notabilizaram pelo seu curriculum científico, artístico ou cultural de elevada projeção internacional, é homenageado e reconhecido o seu marcante contributo como figura marcante da Educação em Portugal.
A cerimónia terá lugar no próximo dia 23 de abril na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa, contando com a participação do Prof. Doutor António Sampaio da Nóvoa que fará o elogio do doutorando na qualidade de seu padrinho.

Exposição do Núcleo Islâmico de Tavira


Encontra-se em exibição até 2 de maio – de terça-feira a sábado entre as 10 e as 16.30 horas – na sala das exposições temporárias do Museu Municipal de Tavira, uma mostra do seu núcleo islâmico com a designação “3 Anos: breves olhares “.
Desde a abertura deste Núcleo Islâmico, em 2012, que este espaço tem acolhido um conjunto diversificado de trabalhos visando dar a conhecer realidades históricas e socioculturais um pouco distintas das que se podem observar na exposição permanente sobre a “Tavira Islâmica” que pode também ser visitada neste museu.
A exposição temporária agora apresentada, “3 Anos: breves olhares”, pretende fundamentalmente oferecer a todos os visitantes a oportunidade de (re)lançar um olhar sobre as diversas exibições que foram sendo proporcionadas por este núcleo cujo principal objetivo é divulgar a cultura islâmica nas suas múltiplas formas.
 

PORTUGUESES ILUSTRES: Raul Proença


Raul Proença – um dos intelectuais portugueses do grupo que fundou a revista Seara Nova nasceu nas Caldas da Rainha a 10 de maio de 1894, tendo vindo a falecer 57 anos mais tarde na cidade do Porto. Formado em Ciências Económicas e Financeiras pelo Instituto Comercial Português, cedo se evidenciou pelo seu pensamento multifacetado, definindo-se filosoficamente como um idealista e um realista, defensor do socialismo democrático no seio de um regime parlamentar. Figura marcante do pensamento político português do início do século XX, destacou-se decisivamente pela intervenção cívica durante a Primeira República, de cujos vícios e corrupção foi um severo e lúcido crítico.

Escritor e jornalista, foi membro ativo do grupo Renascença Portuguesa a quem se deve a fundação da Seara Nova em 1921, mas integrou igualmente, entre 1919 e 1926, o chamado Grupo da Biblioteca Nacional, instituição onde foi chefe dos serviços técnicos, tendo trabalhado diretamente com Jaime Cortesão quando este a dirigiu. Entre 1918 e 1919, Proença foi colaborador na revista Pela Grei, tendo sido também criador do Guia de Portugal.

Opositor da ditadura militar de 1926, combate esse que ocasionou o seu exílio em Paris, só regressou a Portugal em 1932, sofrendo já da grave doença que o levaria ao internamento no Hospital psiquiátrico Conde de Ferreira, onde viria a falecer em maio de 1941.



 
 

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Universidade de Coimbra – 725 anos de História

Em 2015 as comemorações dos 725 anos de existência da Universidade de Coimbra, prolongam-se até dezembro prosseguindo o objetivo de promover o encontro com a sua história, num presente que se ocupa do passado para projetar o futuro, aproximando mais a cidade desta instituição.
Sob o lema Tempo de Encontro(s), as celebrações arrancaram a 1 de março, apresentando mais de 150 eventos, através dos quais cerca de 60 entidades e mais de 400 pessoas procuraram ajudar a honrar a história, o presente e o futuro da mais antiga universidade portuguesa. 
Na apresentação da programação, o atual Reitor desta universidade, Prof. João Gabriel Silva, destacou o significado da efeméride para promover “o encontro entre o novo e o velho, entre o antigo e o futuro”, num “tempo de encontro com o nosso passado, reafirmando o desejável papel universal da “mais antiga e mais moderna das universidades portuguesas”.

Algarve Nature Week

Para promover o turismo de natureza, a Região de Turismo do Algarve lança este ano a Algarve Nature Week, uma semana de atividades ao ar livre que decorre entre 11 e 19 de abril juntando mais de noventa sugestões de atividades em natureza e de ofertas em oito unidades de alojamento.
Entre as propostas estão passeios de caiaque na Ria Formosa e caminhadas na serra de Monchique com passagem por melarias e degustações de medronho. A juntar às atividades, haverá uma mostra no Parque Ribeirinho de Faro, onde estarão os principais operadores de turismo de natureza da região.
Nesta primeira edição do Algarve Nature Week estarão presentes mais de quarenta empresas, com preços de ocasião para residentes e interessados de fora do Algarve. Há ainda uma parceria com a CP – Comboios de Portugal que dá o direito aos participantes de beneficiarem de 30% de desconto nos bilhetes.

Cadernos do GREI n.º 25

PSICOLOGIA POSITIVA E FELICIDADE HUMANA
as ciladas conceptuais dos modelos psicopatológicos

                                           HELENA RALHA-SIMÕES

Assumindo-se como um modo inovador de equacionar os problemas, a psicologia positiva demarca-se da tradição centrada no comportamento disfuncional e na doença mental. Perante vicissitudes que obstam ao adequado desenvolvimento humano, esta abordagem constitui, assim, uma alternativa aos enfoques convencionais. Nesta perspetiva, a felicidade autêntica significa prosseguir finalidades pessoais que permitem libertar-nos do círculo fechado dos modelos psicopatológicos.