sexta-feira, 5 de junho de 2015

Cadernos do GREI n.º 28

EQUIPAS DE TRABALHO NA SAÚDE:
Contributos para uma análise baseada num modelo sistémico

                                                       NUNO MURCHO

Com este texto procura-se dar uma diferente visão das equipas de trabalho em saúde a partir do modelo de sistemas de cuidados de saúde de Betty Neuman. Conjuga-se conceitos da sistémica familiar numa perspetiva da transdisciplinaridade, visando contribuir para uma melhor compreensão destas equipas nas suas dinâmicas e funcionamento, tendo em conta a sua organização e gestão


quinta-feira, 28 de maio de 2015

NO RASTO DE…. António Duarte

No passado dia 20 de maio, o investigador-associado do GREI António Duarte, Terapeuta Ocupacional Coordenador do Centro Hospitalar do Algarve, realizou as suas provas de doutoramento em Psicologia na Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve.
A sua dissertação, orientada pela Prof.ª Doutora Maria Cristina Nunes, subordinada ao tema Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados do Algarve: Perspetiva dos familiares, utentes e profissionais de saúde, foi apresentada perante um júri presidido pelo Prof. Doutor Saul Neves de Jesus, o qual, além da orientadora, integrou também as Profª Doutoras Ida Lemos e Maria Helena Martins, da Universidade do Algarve, e Cristina Faria, do Instituto Politécnico de Beja, bem como os Prof.s Doutores Juan Mosquera e Claus Stöbaus, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, e Ángel Hernando Gómez, da Universidade de Huelva. 

Dias Medievais de Castro Marim

A Câmara Municipal de Castro Marim tem em curso um debate para alargar para o dobro a duração dos Dias Medievais, iniciativa realizada desde há alguns no final do mês de agosto. Tal facto deve-se ao reconhecimento pela autarquia da importância deste evento para a economia local, pois traz à sede de concelho milhares de visitantes, constituindo um bom cartão-de-visita desta localidade próxima de Espanha, com especiais potencialidades para atrair um maior número de visitantes do outro lado da fronteira, para além dos veraneantes que nessa altura visitam a região algarvia.
Os Dias Medievais relembram esta época histórica com torneios a cavalo, duelos, falcoaria e mediante a recriação de ofícios da época (oleiros, ferreiros, telheiros, entre outros), atividades essas que envolvem não só os animadores, que asseguram um ambiente congruente com a Idade Média, mas também o comércio local, o qual obtém uma boa fonte de rendimentos explorando as tasquinhas e outros postos de restauração e venda de alimentos.

PORTUGAL PAÍS DE POETAS: Ângelo de Lima

    Pára-me de Repente o Pensamento
Pára-me de repente o pensamento
Como que de repente refreado
Na doida correria em que levado
Ia em busca da paz, do esquecimento... 

Pára surpreso, escrutador, atento,
Como pára um cavalo alucinado
Ante um abismo súbito rasgado...
Pára e fica e demora-se um momento.

Pára e fica na doida correria...
Pára à beira do abismo e se demora
E mergulha na noite escura e fria

Um olhar de aço que essa noite explora...
Mas a espora da dor seu flanco estria
E ele galga e prossegue sob a espora.

Ângelo de Lima
(1872-1921)

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Azulejo português - Património da Humanidade

Na passada semana, no Museu Nacional do Azulejo, durante a inauguração da Sala Manuel dos Santos (um dos pintores mais significativos da azulejaria em Portugal), o Secretário de Estado da Cultura anunciou que se encontra em fase de  preparação a candidatura do azulejo português a Património da Humanidade.
 Esta proposta, que será apresentada à Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, está a ser elaborada pela Direção Geral do Património Cultural, em parceria o Laboratório Nacional de Engenharia Civil e com a Comissão Nacional da UNESCO/Ministério dos Negócios Estrangeiros.
As origens do nosso azulejo remontam o século XVI, quando os azulejos hispano-mouriscos, produzidos na Andaluzia, entraram em Portugal, assumindo formas de expressão originais que se foram generalizando ao longo do tempo, de tal modo que, no século XVIII, guarnecia já o interior de muitos edifícios históricos, passando também a revestir as próprias fachadas no século seguinte. No século XX, além de se continuar a impor na arte urbana, marcando presença nos edifícios e na decoração de estações de comboio e metro, aeroportos e viadutos rodoviários, tem servido igualmente de inspiração a costureiros e designers.  

Via Algarviana

A Via Algarviana é uma Grande Rota Pedestre que se pretende que venha a ser incluída nas Rotas Trans-Europeias. O seu itinerário liga Alcoutim ao Cabo de S. Vicente, numa extensão de 300 km, a maior parte dos quais através da serra algarvia, atravessando 11  concelhos (Alcoutim, Aljezur, Castro Marim, Tavira, S. Brás de Alportel, Loulé, Silves, Monchique, Lagos, Portimão e  Vila do Bispo), tendo havido a preocupação de a aproximar dos locais de maior interesse natural e cultural, bem como de serviços de alojamento e restauração, incluindo empreendimentos de Turismo Rural e aldeias típicas do interior algarvio.
A Via Algarviana constitui a “espinha-dorsal” de uma rede de outros trajetos pedestres que a complementam e lhe criam diversas alternativas, em resposta aos gostos e às capacidades diferenciadas daqueles que a percorrem. Neste sentido, todos os caminhos que cruzam o seu traçado são divulgados e identificados no terreno, bem como aqueles que com ela estabelecem ligação.
No site da Via Algarviana – acessível em http://www.viaalgarviana.org/ – o referido percurso, segmentado em partes com cerca de 30 km, e ilustrado numa ficha interpretativa que procura divulgar o património natural e cultural fornecendo também informação sobre os alojamentos, restaurantes e outros serviços de apoio disponíveis ao caminhante.

OS ROSTOS DO GREI: Ana Maria Albuquerque

Ana Maria Albuquerque
Professora Coordenadora no Instituto Politécnico de Coimbra, desde 1986 é professora da sua Escola Superior de Educação, na área de Ciências Experimentais, do Ambiente e da Saúde (CEAS). É doutorada pela Universidade de Aveiro, em Ciências da Educação (tese sobre Resiliência: conceptualização e medida). Na Universidade de Coimbra licenciou-se em Química, no ramo educacional e realizou um mestrado em Química Orgânica (tese em Química-Física sobre “Superfície de energia potencial do estado quarteto do H3).
Foi professora efetiva, diretora de uma escola secundária e inspetora do ensino secundário, responsável pela área de Química e Física da região Centro. No ensino superior, entre outros cargos, coordenou o CEAS e a Prática Pedagógica, sendo responsável em diferentes cursos por unidades curriculares que incluem no seu título o termo resiliência. As suas atividades de investigação, orientação, escrita e dinamização, têm-se concretizado ultimamente em duas áreas: educação para a saúde e ensino, através da resiliência e da aprendizagem baseada na resolução de problemas.
Foi membro fundador do Instituto Giordano Bruno. É autora de diversas publicações e de comunicações e conferências, em reuniões científicas, congressos, simpósios ou ações de formação. Dirige na ESEC duas campanhas anuais de recolha de sangue, abertas a todas/os.