quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Lendas e outras memórias de Monchique - Apresentação na FNAC

A primeira sessão do Café com Letras, marcada para 4 de Setembro, às 18.00 horas, na Fnac situada no Forum Algarve em Faro, vai ser palco da apresentação pública do livro Lendas e outras memórias de Monchique – História, tradição e oralidade no Algarve, da autoria de Cláudia Diogo.
Baseado na investigação desenvolvida pela escritora no âmbito da sua tese de mestrado em História, tendo como mote o património imaterial do Algarve, incorpora registos da tradição oral surpreendentes pela sua quantidade e qualidade. Esta obra, editada pela Direção Regional de Cultura do Algarve, promovida no âmbito da linha editorial que integra a coleção Algarve - Obras Temáticas, será apresentada por Natércia Magalhães, da referida Direção Regional.

Última edição dos Cadernos do GREI

Os Cadernos do GREI, iniciativa que foi ao longo de mais de dois anos estruturada e dirigida pelo então Coordenador do GREI – Grupo de Estudos Interdisciplinares, Prof. Doutor Carlos Marques Simões, iniciaram a sua publicação em junho de 2013, tendo até este momento divulgado 33 livros, todos eles disponíveis e de livre acesso no site do GREI. O presente Caderno finaliza esta série que, a partir do próximo ano, dará lugar a uma outra, os Novos Cadernos do GREI, a qual será também coordenada pelo referido investigador-titular, em conjunto com o Prof. Doutor Saul Neves de Jesus.
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Cadernos do GREI n.º 33
ECONOMIA DA INQUIETAÇÃO 
Um ensaio eco-sistémico sobre a crise político-social europeia
Carlos Marques Simões


         A recente crise financeira mostrou que os dominantes dogmas ideológicos tendem a perpetuar os privilégios duma minoria detentora do poder - os plutocratas. Para construir alternativas ao projeto neo-liberal, é útil partir dum modelo eco-sistémico que permite redefinir conceitos como democracia e liberdade e compreender a passagem da economia do medo à economia da inquietação.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

ESTE MÊS ACONTECEU… iniciou-se a construção do Muro de Berlim

Desde que em 1949, no rescaldo da derrota germânica na II Guerra Mundial, se constituiu a República Federal da Alemanha (RFA) a partir das três zonas de ocupação ocidentais, a fronteira que a separava da República Democrática Alemã (RDA) foi alvo de proteção; primeiro com o apoio de polícias e guardas fronteiriços e, mais tarde, mediante a colocação de barragens, reforçadas especialmente do lado oriental a pretexto da necessidade de preservar a sua economia planificada e de conter a emigração descontrolada, sobretudo a fim de evitar a “fuga de cérebros” para o ocidente.
Mas vai ser com a intensificação da Guerra Fria que o plano da edificação do Muro de Berlim de início um segredo de Estado começa a ser concretizado por decisão do Partido da Unidade Socialista da Alemanha, apesar das anteriores declarações em contrário do então Presidente do Conselho de Estado da RDA, Walter Ulbricht. Assim, na noite de 12 para 13 agosto de 1961, sem aviso prévio, sob a direção e supervisão da polícia e do exército, começam as obras de uma parte desta barreira que viria a apartar, física e simbolicamente, as duas novas Alemanhas.
Este ícone da Guerra Friae da cisão de um país – que foi sendo reforçado e refeito ao longo dos 28 anos em que se manteve de pé, estendia-se por 45 km de modo a dividir Berlim em duas partes, prolongando-se ainda por mais 115 km. Esta fronteira era também protegida por uma cerca de arame farpado, fios de alarme, trincheiras para impedir a passagem de veículos, mais de 300 torres de vigia e 30 bunkers. Até à sua queda – a 9 de novembro de 1989 – muitas foram os que morreram ou ficaram feridos ao tentar transpor o Muro de Berlim, atingidas pelos guardas ou vítimas da detonação de minas, não sendo fácil fazer uma estimativa exata dos custos humanos dessa constante tentativa de alcançar a miragem de liberdade corporizada pelo acesso ao setor ocidental.

Folkfaro 2015 – músicas e danças de todo o mundo

Sob o tema Aguarela de sons e tradições decorre na capital algarvia, entre 15 e 23 de agosto, o FolkFaro 2015, festival onde confluem as tradições do mundo expressas na música e na dança, o único a sul do Tejo que é certificado pelo CIOFF® – organização internacional com relações formais de consulta com a UNESCO.
Organizado pelo Grupo Folclórico de Faro, com os apoios da Câmara Municipal e do Teatro Municipal de Faro, teve a sua Gala de Abertura no Teatro das Figuras, onde foi dada a oportunidade a grupos dos quatro cantos de mundo de fazerem a sua estreia na principal sala de espetáculos do Algarve. Para além deste evento inicial, os Espetáculos de Folclore Internacional sucedem-se diariamente nas restantes noites, realizando-se este ano no magnífico Largo da Sé, onde terá também lugar, simultaneamente, uma Feira de doces, frutos secos e bebidas regionais.
Constituem também motivos de grande interesse deste festival – um dos pontos altos da animação turística e cultural do Verão algarvio – os ateliers de dança, os desfiles e animações de rua, bem como diversos outros espetáculos nas freguesias de Faro, estando ainda prevista uma celebração ecuménica e programas especiais para crianças, idosos e reclusos.
 

Cadernos do GREI n.º 32

QUEM SOU EU?

 Identidade e imagem do corpo na adolescência

NORA ALMEIDA CAVACO

Reconhecendo a importância da problemática da identidade no decurso da adolescência, evidenciam-se alguns tópicos relacionados com a construção do auto-conceito numa etapa da vida marcada pelas transformações ao nível da imagem do corpo, das relações com as figuras parentais e com os pares, no sentido duma progressiva autonomia e dum assumir dos papéis sexuais na transição para a adultez.


terça-feira, 4 de agosto de 2015

FIESA - Festival Internacional de Escultura em Areia

A Música é o tema da 13ª edição do Festival Internacional de Escultura em Areia que até 20 de outubro deste ano pode ser visitado no concelho de Silves, na localidade algarvia de Pêra. Como tem vindo a suceder há alguns anos, aí está patente o trabalho de um conjunto de escultores de várias nacionalidades, os quais produziram peças originais explorando diversas técnicas de esculpir em areia.
As esculturas, sempre subordinadas a um tema comum pré-definido, destacam-se pela sua qualidade estética e pela sua magnitude, evidenciando um domínio técnico que lhes permite, durante alguns meses, a exposição aos elementos sem qualquer proteção.
Nesta edição de 2015 são apresentadas cerca de cem cenas em areia que retratam músicos e instrumentos, ilustrando culturas musicais de várias partes do mundo. O espaço da exposição oferece também atividades ligadas com a escultura em areia, nomeadamente ateliers e demonstrações sobre as técnicas de esculpir neste material, assim como projeções de vídeos, jogos e concursos relativos às esculturas.

Praia acessível – Praia para todos!

Segundo o Instituto Nacional para a Reabilitação (INR), em 2015 203 praias portuguesas foram consideradas "acessíveis" a deficientes durante a época balnear, no âmbito do programa Praia acessível - Praia para Todos!. Note-se que há dez anos atrás apenas 49 praias mereciam esta designação e que, mesmo relativamente ao ano de 2014, este número representa um crescimento de cerca de 5%. No continente receberam esta classificação 178 praias, nos Açores 14 e na Madeira 11. Do total das praias identificadas como "acessíveis" para deficientes, 35 correspondem a zonas balneares interiores e 168 a zonas costeiras.
Para que esta distinção seja atribuída são condições obrigatórias: acesso pedonal fácil, estacionamento com lugares reservados a pessoas com deficiência, acessibilidade à zona de banhos, passadeiras no areal, instalações sanitárias adaptadas e acessíveis, existência de um posto de socorro acessível e a presença de um nadador-salvador. Além disso – embora isso não constitua um requisito obrigatório – mais de dois terços destas praias disponibilizam ainda equipamentos que facilitam o acesso de pessoas com dificuldades de mobilidade quer ao banho quer ao passeio na praia (cadeiras de rodas, canadianas e andarilhos anfíbios).

Cadernos do GREI n.º 31

IMPLICAÇÕES PSICOLÓGICAS DA CRISE FINANCEIRA
Fatores intervenientes na adaptação a uma situação adversa

ANA MARTINS

A saúde enquanto estado completo de bem-estar físico, mental e social, implica a ausência de doença e a adaptação às circunstâncias de vida do indivíduo. Nos últimos anos, habitantes de diversos países deparam-se com necessidades de adaptação decorrentes das implicações da crise económica, sobressaindo o otimismo como facilitador da adaptação a uma situação adversa e como promotor do bem-estar subjetivo.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Vagas no ensino superior continuam a diminuir

De acordo com a Direção-Geral do Ensino Superior, pelo quarto ano consecutivo, que se assiste a um decréscimo do número de vagas na primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, o qual arrancou no passado dia 20 de julho disponibilizando 50.555 lugares nas universidades e nos politécnicos do país; ou seja, menos 265 do que os que tinham sido oferecidos no ano anterior. Esta diminuição tem vindo a verificar-se desde 2011, havendo no momento atual quase menos três mil vagas do que as existentes nessa altura.
A grande maioria fechou no ensino politécnico, o qual diminuiu a sua oferta em 140 lugares, em virtude quer da avaliação negativa de alguns dos seus cursos quer da diminuição da procura de outros; todavia, também as universidades oferecem menos 125 vagas. Por áreas de formação, destaca-se a engenharia, com 9.037 lugares a concurso, se não incluirmos a engenharia civil, seguindo-se-lhe as ciências empresariais (7.686) e a saúde (6.656). Por instituições, a Universidade de Lisboa é a que oferece maior número de vagas (7.651), seguida pela Universidade do Porto (4.160) e pela de Coimbra (3.189).

Feira medieval de Silves

Ao visitar Silves, entre os próximos dias 7 e 16 de agosto, será possível testemunhar como viviam mouros e cristãos durante a Idade Média. Com efeito, durante estes dias, todos os visitantes da Feira Medieval poderão assistir à reconstituição deste período que caracterizou uma fase importante da vida da antiga capital do Reino do Algarve, antigamente conhecida como Al-Gharb. Nesta viagem no tempo, em que regressa ao seu período glorioso, o centro histórico será invadido por personagens de outros tempos, tais como saltimbancos, malabaristas, bailarinos e encantadores de serpentes, exibindo as suas habilidades, numa lição de história ao vivo em que figuram também cortejos de nobres, torneios de cavaleiros, arqueiros e artesãos, bem como variados mercadores a apregoar os seus produtos, numa exemplar recriação histórica.
O evento, organizado pelo Departamento Cultural da Câmara Municipal de Silves, pretende mostrar à população e aos visitantes como se vivia outrora nesta cidade algarvia, assim como a sua importância na história do Al-Gharb com a reconquista cristã, propondo-se ainda contribuir para estimular o turismo cultural e para, de um modo geral, promover o concelho de Silves, cujo importante património o torna digno de ser visitado em qualquer altura do ano.

Cadernos do GREI n.º 30

EDUCAR PARA A PAZ
Importância de promover os pilares da resiliência educacional

MARIA HELENA MARTINS

A Educação para a Paz é sem dúvida uma das grandes preocupações deste milénio, dado que um dos desafios mais importantes da humanidade passa por escolher os meios capazes para alterar atitudes, valores e comportamentos de forma a promover a construção de uma cultura de paz e de resiliência que permita eficazmente ultrapassar as adversidades que surgem no dia-a-dia.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Novos sabores no Algarve seguindo antigas tradições

Uma jovem empresária algarvia respondeu ao desafio de recuperar a Quinta da Fornalha que a família tem em Castro Marim há sete gerações, inspirando-se no respeito pela herança cultural e no gosto pelo trabalho agrícola que lhe foram incutidos desde a infância. Criou assim um modelo empresarial alternativo sustentável para dar viabilidade à quinta, com agricultura biológica certificada há 20 anos, sem destruir as espécies plantadas pelos seus antepassados; é neste contexto que, a partir da alfarroba – um produto abundante mas pouco valorizado – surge a manteiga de alfarroba e de amêndoa, que pode servir para barrar o pão, mas também como ingrediente culinário.
Esta manteiga, que utiliza esse produto mal-amado da economia portuguesa e da algarvia, é confecionada com a dose de açúcar suficiente para assegurar a sua conservação, constitui uma alternativa aos cremes de chocolate, mas pode também ser usada na confeção de molhos para bifes ou para rechear frango. Além da produção e venda deste e de outros produtos – disponibilizados no local, em 200 lojas por todo o país e já exportados para o estrangeiro – a quinta organiza visitas e dispõe de alojamentos, numa lógica de ecoturismo.

“Vir a banhos” no século passado em Espinho

A Praia das Sereias em Espinho acolheu no passado dia 5 a recriação de uma época balnear típica do início do século passado. Procurando relembrar as práticas então associadas ao "Vir a banhos” – indicado contra o raquitismo, a escrofulose, o reumatismo, as dores musculares ou simplesmente a falta de apetite – a Câmara Municipal de Espinho organiza bianualmente, uma reconstituição de uma praia de outrora, envolvendo mais de uma centena de figurantes coordenados por várias associações do concelho, constatando-se que isso implicava então muito mais vestuário do hoje em dia.
Encenam-se aqui modos diversos de estar na praia, protagonizados por personagens que, para além dos banhistas, a frequentavam nessa altura: vendedores de água, de tremoços ou de doces, vira-ventos e fotógrafos, sem esquecer as marionetas - os robertos – ou os contorcionistas. Evocam-se também jogos populares, como a cabra-cega, o salto ao eixo, o jogo de pedrinhas, o prego, a construção de castelos de areia ou o lançamento de papagaios de papel. Os veraneantes mais endinheirados dedicavam-se sobretudo a atividades recatadas, como conversar, passear, ler ou pintar. Também no banho, prescrito pelo médico, as pessoas se distinguiam: enquanto uns, com grande alarido, levantavam as saias ou arregaçavam as calças, outros, vestidos a rigor, entregavam-se com dignidade nas mãos do rigoroso banheiro que lhes dava tantos mergulhos quantos os recomendados.

Cadernos do GREI n.º 29

TRANSPORTE AÉREO, ACESSIBILIDADES E TURISMO:
 Importância para o desenvolvimento de novos segmentos de procura turística

CLÁUDIA RIBEIRO DE ALMEIDA

Uma boa rede de transportes permite a ligação entre uma região geradora e uma recetora. O transporte aéreo tem assumido um papel fundamental neste contexto, sendo considerado uma das principais causas de desenvolvimento de muitos destinos turísticos, contribuindo para a melhoria das acessibilidades, cativando determinados segmentos de procura turística, como por exemplo o turismo de saúde e bem-estar.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

In Loco distinguida pelas Nações Unidas

A Associação In Loco recebeu, em 17 de junho passado, a distinção “Dryland Champions 2015” (Campeões das Zonas Áridas), entregue num encontro em Mértola pela presidente da Comissão Nacional de Combate à Desertificação. Esta iniciativa das Nações Unidas, através da Convenção de Combate à Desertificação, distingue anualmente contributos práticos relevantes para a gestão sustentável das terras, sejam elas proporcionadas por indivíduos, organizações ou empresas. Sob o lema “Eu sou Parte da Solução”, privilegia-se o empenho na melhoria das zonas áridas, assegurando os meios de subsistência das populações e a manutenção de condições dos ecossistemas ameaçados pela desertificação e pela seca.
Esta distinção foi atribuída ao trabalho que a In Loco tem vindo a desenvolver desde 2011 no interior da região do Algarve, fazendo o levantamento das variedades locais de sementes no sentido da preservação da biodiversidade local, intervenção essa tanto mais importante quanto o incêndio de 2012 afetou os concelhos de São Brás de Alportel e Tavira devastando parte importante do seu património de sementes. O presidente da In Loco, Nelson Dias considera que este galardão constitui um reconhecimento nacional e internacional do trabalho que esta associação, desde há 27 anos, leva a cabo no Algarve.

Os Simpsons e a Ciência

Este livro de Paul Halpern – publicado pela editora Novo Conceito – consegue extrair sabedoria e lições a partir da vida real ilustrada na conhecida série de animação norte-americana Os Simpsons, explorando temas como as mutações genéticas, os perigos da exposição aos elementos químicos e tantos outros como ecologia, desenvolvimento, viagens espaciais ou tecnologias, fornecendo uma visão crítica sobre a ciência e a sua aplicação quotidiana. Não sendo comum encontrarmos um livro sobre temas sérios que nos faz rir, tal como os próprios desenhos animados a que se reporta, trata-se aqui de uma obra muito divertida e inteligente.
Proporcionam-se assim aos muitos admiradores de Os Simpsons informações sobre ciência, filosofia, antropologia e muitos outros temas científicos, tratados no quadro dos acontecimentos vividos por Homer Simpson, seus familiares e companheiros de Springfield, mostrando que é possível, aprender enquanto nos divertirmos com esta família que nos retrata muito do que caracteriza e inquieta a sociedade norte-americana contemporânea.


A22 - Exposição dos Finalistas de Artes Visuais

O curso de Artes Visuais da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve apresenta entre 20 de junho e 19 de julho, na antiga Fábrica da Cerveja, em parceria com a Câmara Municipal de Faro, uma exposição organizada com o apoio do CIAC - Centro de Investigação em Artes e Comunicação e dos professores Fernando Amaro, Miriam Tavares, Pedro Cabral Santo, Rui Sanches, Susana de Medeiros, Tiago Batista e Xana.
Intitulada A22 – por referência à autoestrada que atravessa o Algarve, bem como aos 22 alunos que nela participam – apresenta cerca de cem obras dos finalistas da licenciatura e da pós-graduação em Artes Visuais da referida universidade, que foram realizadas no ano letivo 2014-2015.
 Nesta mostra, em que estará presente a investigação artística dos estudantes no seu projeto final de curso – em áreas tão diversas como pintura, vídeo, escultura,  desenho, ilustração, fotografia e instalação multimédia –, pretende-se apresentar à comunidade os futuros profissionais que virão a intervir no campo da produção criativa nos domínios da expressão visual, valorizando também o edifício da antiga fábrica e o centro histórico de Faro.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Aniversário da Associação ALMARGEM

A ALMARGEM - organização não-governamental de ambiente (ONGA) de âmbito regional, registada na Agência Portuguesa de Ambiente e membro fundador da Confederação Portuguesa de Associações de Defesa do Ambiente celebra este mês o seu 27.º aniversário com um conjunto de atividades que terão lugar em Loulé no próximo sábado, 20 de junho, desde o início ao final do dia, designadamente caminhadas, apresentações de livros e refeições ecológicas.
Os principais objetivos desta associação incluem o estudo e a divulgação do património natural, histórico e cultural do Algarve, os quais procura concretizar mediante a apresentação de propostas concretas para a promoção e valorização de um desenvolvimento local integrado e respeitador da natureza. Nesse sentido, desenvolve um conjunto de ações diversificadas de sensibilização ecológica e cultural, de descoberta e promoção da natureza e do mundo rural, elabora estudos e pareceres técnicos e científicos sobre vários assuntos, procurando igualmente manter uma vigilância e intervenção constantes perante as ameaças e agressões que afetam o ambiente e o património cultural desta região do país.

ABRAKADABRA – Festival de magia em Albufeira

  Entre 19 e 21 de junho irá decorrer na Guia, em Albufeira, no Palácio dos Congressos do Algarve – Herdade dos Salgados – o primeiro festival de magia que durante três dias levará ao palco grandes nomes das artes mágicas que realizarão truques, magia, ilusionismo e performances inesperadas.
 João Blümel, Lanydrack & Faty e Luís de Matos fazem parte do cartaz deste evento que irá surpreender com atuações de cortar a respiração. No primeiro dia, o mentalista João Blümel une os mais tradicionais truques de magia às sofisticadas técnicas da leitura da mente, sem deixar de lado o humor. No dia 20, a dupla Lanydrack & Faty subirá ao palco, com uma companhia inesperada – o seu conjunto de aves exóticas – e, finalmente, no dia 21 encerra o festival o internacional Luís de Matos, um mágico que dispensa apresentações.


PORTUGUESES ILUSTRES: Félix Avelar Brotero

Félix da Silva Avelar nasceu a 25 de novembro de 1744 em Santo Antão do Tojal e morreu em Lisboa em 4 de agosto de 1828. Filho de um médico, aos 19 anos tornou-se capelão cantor na Sé Patriarcal de Lisboa, pois como era filho de uma mãe louca e órfão de pai desde a infância a morte do avô deixou-o sem meios de subsistência. Os conhecimentos adquiridos no Colégio dos Religiosos de Mafra em latim, grego, música e direito canónico permitiram-lhe realizar exames, durante três anos, na Universidade de Coimbra, não concluindo porém a formatura dado que uma reforma passou a proibir o acesso à avaliação sem a respetiva frequência das aulas.
 A Inquisição considerou suspeitas as suas ideias filosóficas e a amizade que mantinha com Filinto Elísio, pelo que emigrou em 1778 para Paris onde, seguindo o uso da época, adotou o apelido Brotero – amante dos mortais. Sobreviveu realizando trabalhos originais e traduções, aproveitando para frequentar diversos cursos e contactar eminentes naturalistas como o conde de Buffon, Cuvier e Lamarck. Doutorou-se na Escola de Medicina de Reims, embora não exercesse essa profissão, regressando a Lisboa em 1790, com Filinto Elísio, após presenciar os acontecimentos iniciais da revolução francesa.
 A sua reputação como cientista – em 1788 publicou o Compêndio de Botânica – mereceu-lhe um lugar de lente na Universidade de Coimbra, onde regeu a recém-criada cadeira de botânica e agricultura, desenvolvendo também o Jardim Botânico de Coimbra. Pertenceu a várias sociedades científicas e escreveu, entre outras obras, a Flora Lusitanica (1804), um marco da botânica e da ciência portuguesa em geral. D. João VI nomeou-o, em 1811, diretor do Real Museu e Jardim Botânico da Ajuda. Em 1820, foi eleito deputado às Cortes Constituintes pela Estremadura, cargo de que pediu dispensa pouco tempo depois.