quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Dia 1 de janeiro, dia mundial da PAZ

Infelizmente continua muito atual a Cantata da Paz,  poema escrito por Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004) para a vigília que se seguiu à missa pela paz, celebrada no início do ano de 1969, na igreja de São Domingos, em Lisboa. Destacamos aqui algumas das quadras deste intemporal manifesto dos nossos tempos que foi divulgado, primeiro em folhetos e, mais tarde, incluído no livro Católicos e Política, editado pelo Padre José da Felicidade Alves. Algumas delas foram também musicadas pelo Padre Francisco Fanhais no seu álbum Canção da Cidade Nova.
                   Vemos, ouvimos e lemos    
           Não podemos ignorar
                Vemos, ouvimos e lemos
          Não podemos ignorar

          Nós, o povo de Deus,
          Reunidos imploramos
                    A graça da Paz
                    A graça da paz

                    Vemos, ouvimos e lemos
                    Relatórios da fome
                    O caminho da injustiça
                    A linguagem do terror

                                (,,,)

    Os países inventam
      Bombas e prisões
    A máquina produz
    Perfeitas sujeições 
            E no terceiro mundo
            Nos campos e na rua
            A fome continua
            A fome continua

                         (,,,)

            Nos caminhos da terra
            Os mapas continuam
            De fome e sujeição
            E continua a guerra

           O cântico da flauta
           E a música do banjo
           Não podem apagar
           O concerto dos gritos

           Nada pode apagar
           O concerto dos gritos
           O nosso tempo é tempo
           De pecado organizado

 FELIZ ANO NOVO!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Feliz Natal!

Quando um homem quiser
Tu que dormes a noite na calçada de relento
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão amigo
És meu irmão
E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão amigo
És meu irmão

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher

Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e combóios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão

E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
És meu irmão amigo
És meu irmão

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher
 “Quando um homem quiser”. Poema de José Carlos Ary dos Santos (1937-1984)
 (Música: Fernando Tordo – Letra: Ary dos Santos –  Intérprete: Paulo de Carvalho)


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

NO RASTO DE….... Helena Ralha-Simões


Na semana de 1 a 6 de setembro passado, decorreu no Queen’s College da Universidade de Cambridge, em Inglaterra, o I Congresso Internacional de Artes, Comunicações, Ciência e Tecnologia.
 A investigadora do GREI, Doutora Helena Ralha-Simões, foi pessoalmente convidada para este evento pelo Diretor-Geral do International Biographical Centre, mas, por motivos imperiosos, não lhe foi possível estar presente.
Este encontro reuniu oradores de todos os continentes e juntou investigadores de mais de 40 países que aproveitaram a oportunidade para disfrutar de um agradável período de convivência e de aprendizagem.

Conversas com versos

Três gerações de mulheres assinam uma obra clássica e pioneira da poesia infantil. Esta publicação – cujo primeiro lançamento é de 1968 – junta as palavras de Maria Alberta Menéres à música de Eugénia Melo e Castro. As ilustrações ficaram a cargo de Mariana Melo, neta da escritora e filha da cantora.
Esta nova edição da Porto Editora é acompanhada de um álbum – em que participam Ney Matogrosso e Lino Krizz - que inclui 14 poemas e cria 11 novas canções.
O livro foi apresentado na Casa das Artes, no Porto, no passado dia 16 de novembro e, em Lisboa, no dia 23 do mesmo mês, na sala 1 da Fundação Gulbenkian.

Instituto Piaget – Simpósio no polo de Silves

No passado dia 25 de janeiro, o polo de Silves do Instituto Piaget foi palco dum simpósio dedicado aos Cuidados Continuados e Intervenção Multidisciplinar, organizado em parceria com a Associação Portuguesa de Terapeutas Ocupacionais, no qual estiveram presentes a presidente da Câmara de Silves, Rosa Palma, e o presidente da ARS do Algarve, João Moura Reis.
A referida sessão contou ainda com a participação de António Duarte, doutorando em psicologia na Universidade do Algarve, coordenador de terapia ocupacional do Centro Hospitalar do Algarve e colaborador do GREI, o qual, para além de participar na sessão de abertura, falou sobre “As perspetivas dos utentes das Unidades de Cuidados Continuados de Média Duração e Reabilitação”.

LIVROS DA NOSSA MEMÓRIA: História da Ciência em Portugal


O livro “História da Ciência em Portugal” – publicado em 2013 pela Editora Gradiva sob a chancela Arranha-céus – constitui uma síntese de sete séculos de investigação em Portugal. Esta edição ilustrada inclui uma cronologia e um dicionário dos cientistas portugueses e estrangeiros que passaram pelo nosso país.
A referida obra é da autoria de Carlos Fiolhais, um dos mais conhecidos cientistas e divulgadores de ciência portugueses, razão pela qual lhe foi atribuída pela SIC, em 2004, o Prémio Globo de Ouro em Ciência. Este investigador, tendo nascido em Lisboa em 1956, licenciou-se em física pela Universidade de Coimbra, em 1978 e doutorou-se em física teórica pela Universidade de Frankfurt, em 1982, sendo, desde 2000, professor catedrático na Universidade de Coimbra.
Este ilustre ensaísta foi professor convidado em países como o Brasil e os Estados Unidos, dirigiu o Centro de Física Computacional e a Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, tendo também publicado cerca de 40 livros e mais de 140 artigos científicos em revistas internacionais, além de várias centenas de artigos pedagógicos e de formação. Foi ainda o consultor para o programa “Megaciência” da SIC e ganhou, entre outros, o Prémio Rómulo de Carvalho da Universidade de Évora.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

NO RASTO DE….... Francisco Gil


       De 8 de setembro a 10 de outubro de 2014, esteve patente no edifício-sede da EMARP em Portimão uma exposição de fotografia da autoria do investigador do GREI, Prof. Francisco Baptista Gil, subordinada ao tema “Retratos da Índia”. No texto de apresentação deste evento que transcreve palavras de Jean-Claude Carrière – reputado argumentista, ator e realizador francês – pode destacar-se a seguinte frase: “Quem não gosta dos homens não deve ir à Índia. A multidão é aqui a principal paisagem.”
Na exposição estiveram patentes um conjunto de imagens captadas no norte da Índia onde se evidencia a profusão de cores e a diversidade social, registada nos diferentes rostos de gente anónima.
O autor que estudou Artes Plásticas na ESBAP, além da sua atividade docente na Universidade do Algarve, tem participado em diversas mostras individuais e coletivas no âmbito do desenho e fotografia.